Orientações de saúde em catástrofes
As dicas são de Jaime Rocha, da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab

Após o terremoto que devastou o Haiti em janeiro, o número de brasileiros que viaja para levar ajuda humanitária é crescente. As condições no país são muito precárias e há diversos riscos, o que exige orientações médicas sobre alguns cuidados aos viajantes, sejam eles militares ou não. Segundo Jaime Rocha, infectologista da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab, quem pretende viajar ao Haiti ou à República Dominicana, país vizinho que também sofreu abalos, deve seguir algumas recomendações.

 

A primeira é atualizar o calendário vacinal básico. Assegure-se de que principalmente as vacinas consideradas de rotina estejam atualizadas: poliomielite, gripe sazonal e pandêmica (se disponível), varicela, tétano, difteria e coqueluche (também conhecida com dTPa para adultos),  sarampo, caxumba, rubéola (também conhecida como tríplice viral, MMR, VTV ou SCR). “É fundamental que a vacina de tétano esteja atualizada”, reforça o infectologista.

 

Sobre a vacina contra hepatite A, o especialista lembra que, apesar de o esquema vacinal ser composto por duas doses com intervalo de seis meses, aplicando-se a primeira dose já existe grande proteção. Em relação à vacina contra febre tifóide, é indicada dose única intramuscular ou três doses, no caso da vacina oral. Por fim, o médico indica também a imunização contra meningite meningocóccica C, vacina contra hepatite B (existem esquemas acelerados), contra raiva pré-exposição e contra diarréia dos viajantes e cólera (vacina oral, com duas doses).

 

A segunda orientação do médico é se prevenir contra doenças transmitidas por insetos. Entre as principais estão dengue e malária. A principal medida preventiva é evitar contato com mosquitos. Para tanto, recomenda-se o uso de repelentes com substâncias ativas (DEET ou Picardin). O Dr. Jaime Rocha explica que o tempo de proteção varia com a concentração da substância (DEET >35% protege por 4 a 5 horas, DEET <10% protege menos de uma a duas horas e Picardin >35% protege por sete a oito horas).

 

O infectologista também orienta para o uso camisas com mangas longas, calças e chapéu. As roupas também podem ser preparadas com permetrina (somente para roupa). Outra dica do especialista é permanecer em ambientes fechados quando possível (para se precaver contra a malária, do entardecer até o amanhecer; para a dengue, o dia todo). É recomendado que as pessoas durmam protegidas por mosquiteiros.

 

Quanto à malária, o médico lembra que a doença é endêmica em todo o Haiti e, portanto, é vital receber informações sobre profilaxia. Não existe vacina contra a malária e há várias opções de medicamentos contra a doença. “Todas devem ser consideradas individualmente, visto a possibilidade de efeitos colaterais. Entre as principais opões estão atavaquone-proguanil, cloroquina, doxiciclina e mefloquina. Mas não existe um medicamento 100% eficaz”, explica. Por isso, é fundamental o diagnóstico precoce. O viajante deve ser orientado sobre os principais sinais e sintomas (febre alta, mal-estar e dor no corpo) para que ele busque ajuda imediata e receba o tratamento específico.

 

O médico relata que a dengue é muito comum no Haiti e também na República Dominicana. Assim como a malária, não existe vacina contra a dengue, nem medicamentos preventivos ou tratamento específico. “Existem somente tratamentos sintomáticos. O uso adequado de repelentes e medidas de barreira podem ajudar”, reforça o especialista.

 

A terceira orientação diz respeito aos cuidados com água e alimentos. Rocha diz que são inúmeras as doenças que podem ser transmitidas através de água e alimentos contaminados como, por exemplo, hepatite A, febre tifóide, poliomielite, diarréias e parasitoses.

 

A principal recomendação é lavar as mãos com frequência e, principalmente, antes de qualquer refeição. Isso pode ser feito com água e sabão ou soluções com álcool (>60%). Além disso, alimentar-se somente com alimentos industrializados e que tenham a embalagem íntegra ou com alimentos frescos que foram adequadamente cozidos e servidos quentes; não comer carne crua ou mal passada, frutos do mar ou frutas e vegetais não preparados adquadamente; beber somente água engarrafada, fervida e filtrada ou tratada adequadamente, ou bebidas engarrafadas abertas na hora do consumo.

Outras dicas são: evite água de fontes naturais, de torneira e gelo; caso necessite preparar água para consumo individual, você pode usar filtros especiais, ferver e filtrar, ou usar cloro ou iodo para preparo químico.

 

A quarta recomendação diz respeito aos cuidados psicológicos. Segundo o médico, os viajantes podem encontrar situações extremamente estressantes, como o encontro de muitos corpos, pessoas em sofrimento com lesões graves, famílias desmontadas e extensa destruição das estruturas físicas. “Todas estas situações podem causar problemas psicológicos e emocionais”, diz. As reações normais frente ao desastre são tristeza profunda, luto e raiva. Muitas vezes o viajante pode não querer parar de trabalhar e esquecer a necessidade de descanso e alimentação adequada.

 

Nesta esfera, as dicas do médico para evitar estresse são limitar o horário de trabalho para no máximo 12 horas por dia; diversificar o trabalho, variando trabalhos estressantes com funções menos estressantes; alimentar-se adequadamente; fazer pausas frequentes; ficar em contato com familiares e amigos.

 

Por fim, Rocha dá orientações sobre outros cuidados que devem ser tomados nesta situação:

- Trauma: O país devastado apresenta muitos riscos potenciais para acidentes, principalmente para quem pretende trabalhar nos escombros ou durante deslocamentos. É fundamental o uso de roupas e calçados protetores.

- Resgate de corpos: Os restos humanos podem conter vírus e bactérias e devem-se tomar alguns cuidados, como proteger a face (boca e olhos) contra respingos de fluidos corpóreos e material fecal, proteger as mãos do contato direto com matéria orgânica, lavar as mãos com água e sabão ou álcool após retirar as luvas, proteger adequadamente os pés.

- HIV: A prevalência de pessoas infectadas pelo HIV no Haiti é alta e deve-se tomar alguns cuidados como uso de preservativos, uso de luvas ao manipular sangue ou fluidos corpóreos e membranas mucosas, uso de máscara e proteção para os olhos caso haja risco de dispersão de gotículas com sangue.

- Tuberculose: A prevalência é muito alta no país. Para profissionais da saúde que farão atendimento, recomenda-se levar máscaras N-95.

 

Não esqueça de levar

Rocha lembra que não existe infraestrutura no momento e todos que viajam para o Haiti devem ser auto-suficientes. Por isso, deve-se levar:

 

- Água e comida suficiente para o tempo de permanência;

- Repelentes e mosquiteiros;

- Medicamentos (principalmente para diarréia dos viajantes (antibióticos, anti-espasmósticos e antidiarréicos) e medicamentos de uso crônico;

- Óculos ou lentes reserva;

- Purificadores de água (filtros especiais ou sistemas químicos);

- EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como máscaras, luvas, óculos e sapatos adequados;

- Kit de primeiros socorros individual, como ataduras e compressas, gazes, luvas descartáveis, tesouras e pinças, antissépticos e antialérgicos;

- Materiais perfuro-cortantes, como tesouras e lâminas, devem ser acompanhados por declaração médica para evitar que sejam confiscadas nos aeroportos durante a viagem.

 

Sobre a DASA

 

A DASA é a maior empresa de medicina diagnóstica e saúde preventiva da América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no mundo. Com mais de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil pacientes por dia em 330 unidades. Processa em média 10 milhões de exames por mês. Oferece mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnóstico por imagem. Atualmente, o grupo é formado por 18 marcas em 12 estados e no Distrito Federal – Delboni Auriemo e Lavoisier, em São Paulo; Bronstein, Lâmina e MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em São Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e Exame, em Brasília; MedLabor, em Brasília e Tocantins; Frischmann Aisengart, em Curitiba; Laboratório Álvaro, em Cascavel e Foz do Iguaçu; CientíficaLab, no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; Image Memorial, em Salvador; Lâmina, em Florianópolis; Atalaia, em Goiás; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em Fortaleza.

*Informações atualizadas em dezembro de 2009

 

 

 

Sobre o Cedic e Cedilab Medicina Diagnóstica

 

O Cedic e Cedilab nasceram, respectivamente, há 14  e 9 anos no Mato Grosso e são considerados referências para o segmento de medicina diagnóstica. Juntos, somam mais de 200 colaboradores em nove unidades, que atuam na capital e na região metropolitana. São realizados mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnósticos por imagem que contemplam serviços e soluções diferenciados com qualidade, rapidez e alto padrão de atendimento, como a coleta domiciliar. Há dois anos, a marca é escolhida como o prestador de serviços em medicina diagnóstica mais lembrado pela população na região por meio do prêmio Top of Mind, realizado pela revista RDM, com os institutos Newcomdates Tecnologia da informação e Full Time Pesquisa de Mercado . O Cedic e Cedilab fazem parte da DASA, maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina e quinta maior no mundo. Para mais informações: www.cedic.com.br e www.cedilab.com.br .

 


Publicado em: 04/02/2010
Fonte: Studio Press Comunicação
A empresa Equipe Serviços Produtos Eventos Clientes Pautas Press Galeria Clipping Imprensa Contato

Rua General Valle, 321- sala 1406 - Bairro Bandeirantes CEP: 78010-001 - Cuiabá-MT
Telefones: 3623.1274 – 8116-2089